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21
AGO

Como fazer um croque monsieur em casa    

 

Poucas coisas são mais francesas do que entrar em um restaurante, pronunciar em alto e bom som “Bonjour” e pedir ao garçom uma taça de vinho e algum lanchinho que vai valer como uma refeição.

Conseguiu visualizar a cena?

Pois é, a gente consegue imaginar porque esse é um costume que já nos habituamos a ver em filmes e séries francesas

Apreciar um café ou uma taça de vinho enquanto lancha, observando as pessoas passarem, é, de fato, uma tradição, e é praticamente impossível ouvir um francês dizer que passa um dia sequer sem fazer esse ritual. 

Certamente, um dos grandes motivos dessa tradição é a enorme presença de restaurantes em todas as esquinas desse país europeu, o que faz com que você, francês ou turista, se sinta na obrigação de sentar alguns minutos para uma breve refeição tranquila. 

A verdade é que muitos desses locais ficam no meio do caminho entre um restaurante e um bar, e a essa hora você já deve ter matado a charada do que estou falando, não é mesmo? 

Sim, estou falando dos bistrôs

E tanto é verdade que sua categoria é uma gostosa mistura de comida e bebida, que a própria definição da palavra afirma isso. Em nosso dicionário, bistrô é definido como “restaurante pequeno e simples, tipicamente francês, onde também se servem bebidas”. 

Interessante, não é mesmo? 

A origem da palavra vem, é claro, do francês “bistrot”, mas ao contrário do que você pode pensar, não existe tradução para esse termo e a sua origem é incerta, nos restando apenas lendas acerca de sua criação. 

Dizem que esses pequenos restaurantes surgiram em épocas difíceis das guerras em que as mulheres se viram forçadas a complementar a renda da casa e abriram as portas de suas próprias residências para servir refeições simples e caseiras ao público. O problema é que numa determinada época o “público” era justamente uma série de soldados e, muitas das vezes, até oficiais do grupo inimigo que estavam ali tentando tomar terras.  

Pois bem, no meio dessa confusão toda, alguns soldados russos que estavam em Paris entravam nesses pequenos restaurantes que serviam comida caseira e pediam que sua refeição saísse “býstro, býstro” que, em russo literal, significa “rápido, rápido”. 

Assim, um restaurante simples e que servia refeições rápidas passou a ser chamado de “bistrot” na língua francesa, o termo pegou e acabou sendo incorporado ao costume local. 

Passadas as guerras, os bistrôs franceses começaram a ganhar um pouco mais de refinamento e deixaram de ser caseiros para se tornarem estabelecimentos propriamente ditos. Perdeu-se a proximidade que havia entre donos e clientes e também a sensação de “estar em casa”. 

Porém, algumas características foram mantidas, como a ideia de que a refeição feita ali era rápida, o fato de se servir normalmente alguma bebida alcoólica como acompanhamento e também um ar de despojamento, mantido até hoje em alguns bistrôs franceses que não possuem sequer cardápio e quem lhe diz o que tem para o dia é o garçom e, às vezes, o próprio chef. 

Agora você entende o quanto esse pequeno ritual faz parte da história francesa e por isso é cultivado até hoje? É realmente encantador sentar-se na parte de fora desses bistrôs para apreciar belas paisagens e uma refeição simples, mas muito bem feita. 

Como se pode imaginar, uma vez que os bistrôs mantêm essa tradição, os pratos não são tão elaborados quanto os servidos em restaurantes. Na maioria das vezes, esses estabelecimentos servem pratos com saladas, queijos e algo com mais sustância, como um pedaço de quiche, um croissant, uma sopa de cebola ou um croque monsieur. 

Ahhh, o croque monsieur… Se você ainda não o experimentou, hoje vai ver o quanto é fácil e, certamente, vai correr para a cozinha para prepará-lo.

Mas, antes mesmo de começar, já que sei que muita gente vai falar que o croque monsieur nada mais é do que um misto quente brasileiro, e estou aqui para dizer: você está certo! ;-) 

Realmente, a base de um croque monsieur é a mesma de um misto quente, com a diferença de alguns acréscimos que, olha, fazem TODA a diferença no resultado final! Afinal de contas, estamos falando da França, a capital gastronômica do mundo, e eles não deixam barato quando a questão é sabor. 

Reza a lenda que os aborígenes australianos tinham o costume de comer a caça do dia pressionada entre duas massas de trigo levadas ao topo de uma fogueira para cozinhar. Por mais antiga que fosse, a ideia era realmente boa e foi então reproduzida em Paris, adivinhe só aonde? Sim, num bistrô localizado no Boulevard des Capucines. 

Mas esse primeiro lanche não se parece com o que apreciamos hoje. O croque monsieur atual teve a sua origem só mais tarde, segundo relatos de René Girard em seu livro “Histoire des mots de la cuisine française” ou, em tradução literal, “História das palavras da cozinha francesa”. 

Segundo o escritor René, Michel Lunarca, dono do bistrô “Le Bel Age”, costumava ter uma reputação estranha por gostar muito de carne. A verdade é que ele gostava de inovar nos pratos, preparando versões criativas usando esse ingrediente. Um dia, ofereceu em seu cardápio uma versão do tal lanche inicialmente feito no bistrô do Boulevard des Capucines, mas acrescentou algo a mais: uma fatia de presunto.  

Quando questionado por um cliente que carne era aquela dentro do lanche, Michel respondeu em tom de brincadeira: “de la viande de monsieur” que, traduzido, fica “é carne de um senhor”. A piada acabou pegando, e a combinação de pão, presunto e queijo deu origem ao croque monsieur!

Em pouco tempo, o lanche ganhou mais dois aliados que o tornaram famoso e apreciado por todos: belas camadas de molho béchamel e o queijo ralado por cima, que deram aquele toque especial que faltava! Tudo muito simples, como você logo vai ver na receita abaixo, mas com muito sabor. 

Hoje, decidi preparar um croque monsieur clássico e, para fazer jus à sua origem, escolhi um refratário legitimamente francês para o preparo e a apresentação da receita. Usei o refratário retangular da Emile Henry para assar e servir o meu lanche, e o resultado não podia ser melhor! 

A Emile Henry é uma marca francesa trazida ao Brasil com exclusividade pela Imeltron e possui o grande diferencial de ser feita com HR Ceramic (High Resistance Ceramic), um material cerâmico de alta resistência, com durabilidade superior e uma tecnologia que suporta choques térmicos de -20° C a 270° C. 

Esse refratário é a solução perfeita para substituir as assadeiras de metal e preparar as mais variadas receitas, como bolachas, tortas, vegetais e lanches, que podem ser levados ao forno e servidos diretamente na mesa. Por conta da distribuição de calor da cerâmica, os pratos feitos nesse refratário ficam crocantes, dourados e, além de tudo, podem ser cortados sem nenhum perigo de riscar o material. 

Sem falar na beleza que essa peça traz à mesa! Escolhi a versão preta para contrastar com o lanche, mas você também tem a opção em vermelho para preparar e servir os mais belos pratos que a sua imaginação mandar. 

Que tal começar com essa clássica receita de croque monsieur? Anote o passo a passo e não se esqueça de me contar como ficou quando prepará-lo em sua casa!

INGREDIENTES

12 fatias de pão de forma
200 gramas de presunto em fatias
200 gramas de queijo em fatias
4 colheres de manteiga
4 colheres de farinha de trigo
400 ml de leite
Noz moscada
Sal
Pimenta
200 gramas de queijo ralado

MODO DE PREPARO

Primeiro, vamos ao preparo do roux, que é a base do molho béchamel. Para isso, derreta a manteiga em uma panela grande, adicione a farinha de trigo e misture imediatamente e com rapidez usando um fouet. Sem parar de mexer, adicione o leite e continue misturando. Quando verificar que o creme já está grosso e sem nenhum pelote, tempere com noz moscada, sal e pimenta e reserve. Seu molho béchamel está pronto.

Coloque seis fatias do pão no refratário e cubra cada uma delas com o molho. Adicione uma fatia do presunto e uma fatia do queijo e cubra com a outra fatia de pão. Passe novamente uma camada do molho béchamel por cima dos pães e cubra com o queijo ralado.

Leve ao forno pré-aquecido a 180°C por aproximadamente 25 minutos ou até dourar.

RENDIMENTO

6 lanches

DICA

Originalmente, o queijo utilizado para o preparo do croque monsieur é o emmental. Mas, se tiver dificuldade para encontrá-lo, você pode substituí-lo por queijo mussarela em fatias.

 

 

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